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CalcMax

Calculadora de empréstimo estudantil

Intervalo: 100 – 10.000.000

Intervalo: 0 – 50

Intervalo: 1 – 600

Resultado

340,64

Parcela mensal

Juros totais
10.877,41
Total pago
40.877,41
Juros por 100 emprestados
36,26
Prazo de pagamento (anos)
10,0

Um empréstimo estudantil tem a mesma aritmética de qualquer outro financiamento em parcelas, e é aquele em que o prazo mais pesa. Informe o valor devido, a taxa de juros anual e em quantos meses você vai diluir a dívida, e esta página devolve a parcela mensal, os juros totais, o total que você terá pago ao fim e dois números que tornam o prazo visível: o prazo de pagamento em anos e quantos juros você paga a cada 100 emprestados. No caso padrão — 30.000 a 6,5% em 120 meses — a parcela mensal é 340,64 e os juros totais são 10.877,41, ou 36,26 por 100 emprestados. Estique o mesmo empréstimo por 240 meses e a parcela cai para 223,67, uma economia de 116,97 por mês, enquanto os juros mais que dobram, para 23.681,74. É toda a troca, e a tabela de referência abaixo repete a conta em cinco prazos, para você ver a forma em vez de aceitar os dois extremos. Uma calculadora de empréstimo estudantil não decide nada por você: as regras de pagamento do empréstimo estudantil variam por país e por programa, algumas delas subsidiam os juros enquanto você estuda, outras perdoam o que sobrar depois de um número fixo de anos, e nada disso está modelado aqui. Trate o resultado como o custo de um plano cuja forma você já conhece, e use o prazo de pagamento em anos para conferir se o plano que você digitou é o mesmo em que você está. A calculadora mantém a taxa e o prazo parados durante todo o pagamento, o que torna a comparação limpa e também a torna uma aproximação: a sua taxa pode mudar e o seu plano também. Vale dizer de que sistema esta página está falando, porque empréstimo estudantil não significa a mesma coisa em todo lugar. Isto é o sistema federal dos Estados Unidos: os empréstimos diretos e os programas Stafford e PLUS, dívida em nome do estudante, com taxa fixa definida em lei e um plano padrão de dez anos, além das opções de prazo estendido e de pagamento atrelado à renda. O Brasil não tem um equivalente direto. As universidades públicas são gratuitas e não geram dívida alguma; no ensino privado existem o FIES, que é um financiamento estudantil com juros subsidiados e prazo próprio, e o ProUni, que é bolsa e não empréstimo. O FIES tem a mesma forma desta página — uma dívida paga em parcelas — mas as regras, a carência e a taxa são outras, definidas pelo fundo, e não pelo contrato modelado aqui. Se você está financiando um curso pelo FIES, este não é o seu caso.

30.000 a 6,5%, por prazo de pagamento

Prazo (anos)Parcela mensalJuros totaisTotal pagoJuros por 100
5586.985219.1135219.1117.4
10340.6410877.4140877.4136.26
15261.3317040.0447040.0456.8
20223.6723681.7453681.7478.94
25202.5630769.5860769.58102.57

Um empréstimo, uma taxa, cinco prazos: 30.000 a 6,5%, que é o padrão desta página. Leia a primeira coluna junto com a última e a forma fica evidente. Ir de cinco para dez anos derruba a parcela de 586,98 para 340,64 e sobe os juros de 5.219,11 para 10.877,41. Continuar de dez para vinte e cinco derruba a parcela em mais 138,08 por mês e sobe os juros em 19.892,17 — ou seja, os primeiros cinco anos de alongamento compraram a maior parte do alívio na parcela, e os últimos quinze custaram a maior parte do dinheiro. As linhas do meio são onde a maioria das pessoas de fato está, e a linha que merece um olhar longo é a última, em que os juros passam do valor tomado emprestado. Use a calculadora acima para o seu próprio saldo: estas linhas estão aqui para mostrar a direção e a curvatura, não para serem lidas de través. Os prazos são os do plano padrão americano; um contrato brasileiro teria outra régua.

Fórmula

A parcela padrão de amortização: A = P × r ÷ (1 − (1 + r)^−n), sendo r a taxa anual dividida por doze e n o número de meses. Juros totais: o que as parcelas somam, menos o que você tomou emprestado.

P
Valor devido: o que foi tomado emprestado
r
Taxa de juros mensal: a taxa anual dividida por doze
n
Número de parcelas mensais do plano de pagamento
A
A parcela mensal constante
I
Juros totais: o que as parcelas somam, menos o que você tomou emprestado
y
Prazo de pagamento em anos: n dividido por doze

Use no momento em que você estiver escolhendo entre planos, e use duas vezes com prazos diferentes em vez de uma. A parcela mensal é o que o seu orçamento sente todo mês, e é o número que as pessoas comparam; os juros totais são o que o empréstimo de fato custa, e é o número que as pessoas pulam. A distância entre os dois é máxima justamente nos empréstimos que parecem mais acessíveis, porque uma parcela esticada o bastante pode parecer pequena enquanto os juros passam do valor que você tomou emprestado: na linha de 25 anos da tabela abaixo, você paga mais de juros do que pegou. Use também antes de fazer um pagamento extra, porque a resposta sobre valer a pena amortizar um empréstimo estudantil depende da taxa deste empréstimo comparada ao que o mesmo dinheiro faria em outro lugar, e esta página entrega o lado da taxa nessa comparação. O que ela não diz é se você se qualifica para um plano subsidiado ou atrelado à renda, que costuma ser a pergunta maior. Em termos brasileiros, o que esta página calcula é o custo do dinheiro de um contrato de taxa fixa, e não o custo da operação: taxas de abertura, tributos e seguros obrigatórios não entram. Também não há campo para carência: no FIES existe um período em que você não paga nada e os juros correm, e a parcela que você vê aqui não tem essa espera embutida.

Exemplos resolvidos

  1. 30.000 a 6,5% em dez anos

    1. Taxa mensal: 6,5 ÷ 12 = 0,541667% ao mês, ou 0,00541667 em decimal
    2. Parcela: 30.000 a 0,541667% em 120 meses = 340,64 por mês
    3. Total pago: 340,64 × 120 = 40.877,41
    4. Juros: 40.877,41 − 30.000 = 10.877,41
    5. Juros por 100 emprestados: 10.877,41 ÷ 30.000 × 100 = 36,26

    A forma que a maioria das pessoas imagina ao pensar em empréstimo estudantil: dez anos, uma parcela um pouco acima de 1% do saldo por mês e juros de cerca de um terço do que foi tomado emprestado. Confira o último número contra o seu próprio plano antes de qualquer outra coisa: se o seu empréstimo for de 30.000 e o seu extrato disser que os juros ficarão mais perto de 78 do que de 36 por 100, você está num prazo bem mais longo do que pensava. Estas são as regras do plano padrão americano; um contrato brasileiro teria prazo, carência e taxa próprios.

  2. O mesmo empréstimo em vinte anos

    1. Mesmo saldo, mesma taxa, o dobro de parcelas
    2. Parcela: 30.000 a 0,541667% em 240 meses = 223,67 por mês
    3. A parcela cai 340,64 − 223,67 = 116,97 por mês
    4. Total pago: 223,67 × 240 = 53.681,74
    5. Juros: 53.681,74 − 30.000 = 23.681,74, contra 10.877,41 em dez anos
    6. Juros por 100 emprestados: 78,94, acima dos 36,26 anteriores

    Dobrar o prazo corta a parcela em cerca de um terço e mais que dobra os juros: 12.804,33 a mais, comprados com 116,97 por mês de folga. Se essa troca vale a pena depende inteiramente do que o dinheiro faz em outro lugar, e essa é uma pergunta que esta página não responde. Note também que os dois números convivem: a parcela mensal melhorou e o custo total piorou, e é por isso que olhar só a parcela engana.

  3. Um saldo de pós-graduação de 80.000 a 6,5% em vinte e cinco anos

    1. Parcela: 80.000 a 0,541667% em 300 meses = 540,17 por mês
    2. Total pago: 162.047,85, depois de a última parcela ser ajustada para zerar o saldo
    3. Juros: 162.047,85 − 80.000 = 82.047,85
    4. Juros por 100 emprestados: 102,56, ou seja, os juros passam do valor tomado emprestado
    5. Prazo de pagamento em anos: 300 ÷ 12 = 25

    Juros de mais de 100 por 100 emprestados. A parcela ainda parece administrável, 540,17, que é exatamente a armadilha: nesse prazo o empréstimo custa mais que o dobro do que foi tomado, e a cifra mensal não dá nenhuma pista disso. Um plano de 25 anos nessa faixa só se justifica se a parcela menor for o que mantém você em dia.

Limitações

Esta página modela um único empréstimo, pago em parcelas mensais iguais e a uma taxa fixa, e a dívida estudantil real muitas vezes não é nada disso. Se você tem vários empréstimos — o que é comum, um por ano letivo ou por curso — o cálculo correto é uma parcela por empréstimo, somadas, e não uma parcela sobre o saldo somado, porque cada empréstimo carrega a própria taxa e o próprio prazo; a cifra combinada fica perto, mas não fica certa. A página não sabe nada sobre subsídio, carência ou perdão. Enquanto você estuda, muitos empréstimos ou não rendem juros ou não exigem pagamento algum, e depois que você se forma muitos sistemas dão um período de carência antes de a cobrança começar; nada disso está aqui, e tudo isso muda a resposta. Os planos atrelados à renda também ficam de fora: neles a parcela é uma porcentagem da sua renda, e não uma função do saldo, e o que sobrar pode ser perdoado depois de um número fixo de anos, o que transforma o cálculo em algo que esta página não consegue expressar. Taxas que mudam por decisão de política monetária, ou que são fixadas a um indexador de mercado mais um spread, não são modeladas: aqui a taxa fica parada no prazo inteiro, então refaça a conta se a sua mudar. Há ainda a diferença de país. O plano padrão de dez anos, o prazo estendido e o pagamento atrelado à renda são arranjos do sistema federal dos Estados Unidos; o Brasil não tem um equivalente direto, e o FIES, que é o financiamento estudantil brasileiro mais próximo, tem carência, taxa e regras de amortização próprias que não estão aqui. Por fim, não há moeda nem jurisdição: 30.000 e 6,5% significam o que você digitar, e as convenções de pagamento do seu país não estão embutidas. E isto não é um CET. O CET, Custo Efetivo Total, é o número que a regulamentação brasileira exige que seja divulgado antes de contratar um crédito, e reúne juros, tarifas, tributos e seguros obrigatórios. Esta página calcula juros sobre o saldo e nada mais: não há campo para tarifa de cadastro, para IOF, para seguro ou para qualquer outro encargo, de modo que os 10.877,41 de juros descrevem o custo do dinheiro e não o custo da operação. Os valores não têm símbolo de moeda.

Perguntas frequentes

Um prazo de pagamento mais longo me faz economizar?
Ele baixa a parcela e aumenta o custo, sempre. Em 30.000 a 6,5%, ir de dez para vinte anos corta a parcela mensal em 116,97 e acrescenta 12.804,33 de juros. O único motivo para aceitar o prazo mais longo é se a parcela menor for o que mantém você em dia, ou se você tiver um destino específico para a diferença que renda mais do que 6,5%.
Por que os meus juros ficaram maiores do que o valor que eu peguei?
Porque o prazo é longo o bastante para a taxa compor além do principal. A 6,5% em vinte e cinco anos os juros chegam a cerca de 102 por 100 emprestados, então o empréstimo custa mais que o dobro do valor de face. Não é multa nem erro: é o que uma porcentagem faz em períodos longos, e é o argumento mais forte para pagar mais do que a parcela prevista quando você puder.
Devo quitar um empréstimo estudantil antecipadamente?
Compare a taxa do empréstimo com o que o mesmo dinheiro renderia com segurança em outro lugar, e depois pese o que esta página não vê: alguns empréstimos têm previsão de perdão do saldo, o que torna a quitação antecipada um erro, e alguns têm subsídio de juros que termina quando você amortiza mais. Se nenhum dos dois se aplicar, quitar um empréstimo a 6,5% é um retorno garantido de 6,5%, que é uma barra alta para uma poupança.
Como faço se eu tiver vários empréstimos com taxas diferentes?
Rode esta página uma vez por empréstimo e some as parcelas mensais. Não tire a média das taxas e rode uma vez sobre o total: a resposta combinada fica perto, mas fica errada, porque um empréstimo pequeno e caro e um empréstimo grande e barato não se comportam como um empréstimo médio na taxa média. Amortizar mais o de taxa mais alta é o que economiza mais.
E os juros enquanto eu ainda estou estudando?
Não estão modelados aqui, e eles importam. Dependendo do programa, os juros podem ser pagos por você enquanto você estuda, podem acumular e ser incorporados ao saldo quando o pagamento começa, ou podem não incidir de forma alguma. Se eles acumulam, o saldo com que você começa a pagar é maior do que o valor que você tomou emprestado, e é esse valor maior que você deve digitar aqui.
A parcela mensal é a mesma durante todo o prazo de pagamento?
No plano que esta página modela, sim: uma parcela constante em todos os meses, o que se chama de plano padrão de parcelas fixas. Planos progressivos começam mais baixos e sobem segundo uma tabela, planos atrelados à renda acompanham o quanto você ganha, e planos estendidos alongam o prazo para saldos maiores; nenhum deles produz a parcela constante que você vê aqui, então não compare esta cifra com eles diretamente.

Referências

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