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CalcMax

Calculadora de empréstimo empresarial

Intervalo: 1.000 – 50.000.000

Intervalo: 0 – 50

Intervalo: 1 – 600

Intervalo: 0 – 20

Resultado

2.075,84

Parcela mensal

Juros totais
24.550,08
Total pago
124.550,08
Tarifa de abertura de crédito
2.000,00
Custo total do crédito
26.550,08
Valor efetivamente recebido
98.000,00
Custo por 100 emprestados
26,55

Uma calculadora de empréstimo empresarial que parte de uma verdade incômoda: um empréstimo empresarial é cotado como uma taxa, mas é precificado como uma taxa mais tarifas, e a tarifa é a parte que surpreende. Esta página pega uma dessas tarifas — a taxa de originação, cobrada como porcentagem do valor emprestado — e mostra o que ela faz com o custo do dinheiro. A aritmética é o cálculo comum de parcelas iguais que você usaria em qualquer empréstimo; o que é diferente é que a tarifa incide sobre o valor cheio emprestado enquanto os juros incidem sobre um saldo que encolhe todo mês. Essa distinção vale muito mais em empréstimos curtos do que em longos, e a tabela de referência abaixo foi feita para mostrar exatamente isso. Pegue o caso padrão desta página: um valor devido de 100.000 a 9 por cento em 60 meses com 2 por cento de taxa de originação. A parcela mensal é 2.075,84, os juros ao longo de todo o prazo são 24.550,08 e a tarifa é 2.000. Agora corte o prazo para doze meses, mantendo a taxa, e suba a tarifa para 4 por cento: os juros caem para 4.941,77, mas a tarifa é 4.000 — uma cobrança única que chega a quatro quintos de todo o juro do ano. A página também informa o valor efetivamente recebido, porque na prática a tarifa costuma ser descontada na liberação: você assina por 100.000, a tarifa é retirada e 98.000 caem na conta. Você devolve os 100.000. Nada aqui julga se um empréstimo específico é caro; isso exigiria um número anualizado que levasse em conta a data de cada fluxo de caixa, que é outra conta. Antes de seguir, o enquadramento de sempre para quem lê isto no Brasil. A taxa de originação, do jeito que esta página a trata — uma porcentagem do valor emprestado, cobrada uma vez e normalmente descontada do que é liberado —, é a prática americana. No Brasil as tarifas de crédito são uma lista fechada definida pela regulação, e não um percentual livre sobre o valor da operação; a mais comum é a tarifa de cadastro. E há um item que esta página não tem de forma nenhuma: o IOF, o imposto sobre operações financeiras, que incide sobre o crédito e entra no custo da operação desde o primeiro dia. Nenhuma linha do painel acima cobra IOF.

100.000 a 9 por cento em 60 meses, por taxa de originação

Alíquota da tarifaTarifa de abertura de créditoValor efetivamente recebidoCusto total do créditoCusto por 100 emprestados
0010000024550.0824.55
110009900025550.0825.55
220009800026550.0826.55
440009600028550.0828.55

Só a alíquota da tarifa muda; o valor, a taxa e o prazo são os padrões desta página. A primeira linha é a mais útil para começar: sem tarifa nenhuma o custo do crédito é 24.550,08, então toda outra linha pode ser lida como o que a tarifa acrescenta. A última coluna é a que responde à pergunta prática — a 4 por cento você paga 28,55 por cada 100 que toma emprestado, contra 24,55 sem tarifa, e a diferença de exatamente 4,00 é a própria tarifa, que é a conferência aritmética de que esta tabela está medindo uma coisa só. Repare também na segunda coluna contra a terceira: a tarifa não muda o que você devolve, só o que você recebe.

Fórmula

Tarifa de originação = valor emprestado × alíquota. Custo total do crédito = juros totais + tarifa de originação. Valor efetivamente recebido = valor emprestado − tarifa de originação.

P
Valor emprestado, como está escrito no contrato
r
Taxa de juros mensal: a taxa anual dividida por doze
n
Número de parcelas mensais
f
Taxa de originação como porcentagem do valor emprestado
I
Juros totais pagos ao longo do prazo
N
Valor efetivamente recebido: o que de fato chega à sua conta na liberação

Use assim que você tiver uma proposta com tarifas e não apenas uma taxa, porque é na proposta que a tarifa mora. Duas ofertas com a mesma taxa de vitrine e tarifas diferentes não são a mesma oferta, e num empréstimo de um ou dois anos a tarifa pode ser o maior dos dois custos; comparar só as taxas vai apontar a oferta errada. Coloque a tarifa em 0 primeiro para ver o empréstimo como a taxa sozinha o descreve, depois digite a tarifa real e observe quanto do custo total ela explica — a última coluna da tabela abaixo faz essa divisão para você. A outra coisa a fazer com esta página é conferir o valor efetivamente recebido contra a sua necessidade real: se você precisa de 100.000 e a tarifa é de 2 por cento, tomar 100.000 emprestados não resolve. Pergunte por quanto você tem de assinar para receber líquido o que precisa, e repare que a tarifa incide também sobre esse valor maior. Por fim, uma conferência que só o Brasil pede: se a sua proposta for brasileira, o valor efetivamente recebido que esta página devolve ainda não é o que cai na conta, porque o IOF é retido na liberação e não está no cálculo — o número real será menor que este.

Exemplos resolvidos

  1. 100.000 a 9% em cinco anos, com 2% de taxa de originação

    1. Taxa mensal: 9 ÷ 12 = 0,75% ao mês, ou 0,0075 na forma decimal
    2. Parcela: 100.000 a 0,75% em 60 meses = 2.075,84 por mês
    3. Total pago: 2.075,84 × 60 = 124.550,08, então os juros são 24.550,08
    4. Taxa de originação de 2%: 100.000 × 2% = 2.000
    5. Custo total do crédito: 24.550,08 + 2.000 = 26.550,08
    6. Valor efetivamente recebido: 100.000 − 2.000 = 98.000
    7. Custo por 100 emprestados: 26.550,08 ÷ 100.000 × 100 = 26,55

    O caso padrão. A tarifa é 2.000 contra 24.550,08 de juros, então num empréstimo de cinco anos ela é cerca de 7,5 por cento do custo do dinheiro — perceptível, mas não o assunto principal. Compare com o exemplo seguinte, onde a mesma tarifa é cobrada ao longo de um único ano.

  2. O mesmo valor em um ano com 4% de tarifa

    1. Parcela: 100.000 a 0,75% em 12 meses = 8.745,15 por mês
    2. Juros ao longo do ano: 4.941,77
    3. Taxa de originação de 4%: 4.000, cobrada uma vez sobre o valor cheio
    4. Custo total do crédito: 4.941,77 + 4.000 = 8.941,77
    5. Valor efetivamente recebido: 96.000
    6. Custo por 100 emprestados: 8,94

    O ponto desta página. O dobro da alíquota num quinto do prazo produz uma tarifa que é quatro quintos dos juros: 4.000 contra 4.941,77. Os juros incidem sobre um saldo que caminha para zero, enquanto a tarifa incide sobre o valor que você assinou no primeiro dia, e é nos prazos curtos que essa diferença deixa de ser arredondamento.

  3. Dois milhões em sete anos com 1,5% de tarifa

    1. Taxa mensal: 8 ÷ 12 = 0,666667%
    2. Parcela: 2.000.000 a 0,666667% em 84 meses = 31.172,43 por mês
    3. Juros ao longo do prazo: 618.484,03
    4. Taxa de originação de 1,5%: 30.000, retirados do valor liberado
    5. Custo total do crédito: 618.484,03 + 30.000 = 648.484,03
    6. Valor efetivamente recebido: 1.970.000
    7. Custo por 100 emprestados: 32,42

    Um empréstimo em escala empresarial, onde uma alíquota que soa pequena é um número grande em termos absolutos: 1,5 por cento é 30.000, pouco menos de uma parcela mensal. Prazos longos diluem a tarifa — aqui ela fica abaixo de 5 por cento do custo do crédito —, mas o valor retirado da liberação é o número com que o tomador precisa planejar.

Limitações

Esta página precifica uma tarifa e um empréstimo, e uma operação empresarial costuma ter mais de um de cada. Tarifas além da taxa de originação estão ausentes: tarifa de garantia, manutenção de conta, tarifa anual de disponibilidade de limite, cobrança por cada saque numa linha rotativa e multa por quitação antecipada existem de verdade e nenhuma está modelada, e como elas incidem sobre bases diferentes — por ano, por saque, por evento — não dá para dobrá-las no único campo de porcentagem que existe aqui. A taxa é fixa para todo o prazo, então um empréstimo precificado sobre um indexador flutuante, ou com um período fixo seguido de um flutuante, não é representável; rode a página uma vez para cada regime de taxa. Os juros são calculados mensalmente sobre um saldo mensal, que é o formato comum mas não o único: operações que cobram juros sobre o saldo médio diário, ou que exigem pagamentos só de juros seguidos de amortização, vão dar diferente. Nada aqui considera tributo, e é aqui que a leitura brasileira muda o resultado: no Brasil o tratamento depende do regime tributário da empresa — no lucro real as despesas financeiras ligadas à atividade são dedutíveis, enquanto no lucro presumido e no Simples Nacional a lógica é outra. Os números desta página são o custo antes de qualquer efeito tributário, e o seu custo depois do imposto tende a ser menor, por quanto depende da sua situação. Nada aqui considera também o uso do dinheiro, que é a única coisa capaz de fazer um empréstimo empresarial valer o que custa. Por fim, os valores não carregam moeda: 100.000 é 100.000 na unidade que você digitou, e se você está comparando propostas em moedas diferentes está comparando dois ambientes de juros diferentes. Falta a ressalva brasileira específica desta página, e ela é diferente da das outras páginas deste site justamente porque aqui existe um campo de tarifa: isto não é um CET. O CET, Custo Efetivo Total, é o número que a regulamentação brasileira exige que seja divulgado antes da contratação de um crédito, e ele reúne juros, tarifas, tributos e seguros obrigatórios. Esta página inclui os juros e uma tarifa — e é essa a diferença dela para as outras calculadoras de empréstimo daqui. O que ela não inclui é todo o resto: não há IOF, não há seguro, não há tarifa de registro de contrato, não há tarifa de avaliação de bem e não há tributo nenhum. Portanto os 26.550,08 de custo do crédito que este painel informa são menores que o CET que o credor é obrigado a lhe entregar por escrito, e a diferença entre os dois é exatamente o que falta aqui.

Perguntas frequentes

O que é uma taxa de originação e por que ela importa?
É uma cobrança que o credor faz por conceder o empréstimo, expressa como porcentagem do valor emprestado e normalmente descontada do valor liberado. Ela importa porque incide sobre o valor cheio no primeiro dia, enquanto os juros incidem sobre um saldo que cai todo mês, de modo que num empréstimo curto a tarifa pode ser uma fração grande de todo o custo do dinheiro.
Por que a tarifa dói mais num empréstimo curto?
Porque os juros têm menos tempo para acumular enquanto a tarifa não encolhe nada. Sobre 100.000 a 9%, uma tarifa de 4 por cento em doze meses é 4.000 contra 4.941,77 de juros; em sessenta meses, uma tarifa de 2 por cento é 2.000 contra 24.550,08. Mesmo principal, e a tarifa vai de quatro quintos do custo para menos de um décimo dele.
Devo comparar empréstimos pela taxa de juros?
Não só por ela, e não quando os prazos são diferentes. Duas ofertas com a mesma taxa e tarifas diferentes são ofertas diferentes, e se uma dura doze meses e a outra sessenta, a taxa é quase o menos importante dos dois números. Compare a coluna de custo total do crédito e o custo por 100 emprestados, e olhe o prazo separadamente.
Como faço para tomar emprestado o suficiente para cobrir a tarifa?
Divida o que você precisa por um menos a alíquota da tarifa. Se você precisa de 100.000 e a tarifa é de 2 por cento, peça 100.000 ÷ 0,98 = 102.040,82, o que rende os 100.000 depois de uma tarifa de 2.040,82. A tarifa incide sobre o valor maior, e é por isso que esta conta é uma divisão e não uma soma — somar 2 por cento ao que você precisa deixa você abaixo do necessário. Lembre que no Brasil o IOF também sai da liberação, então o valor a pedir é maior que este.
Os juros de um empréstimo empresarial são dedutíveis do imposto?
No Brasil isso depende do regime tributário da empresa. No lucro real, as despesas financeiras ligadas à atividade são dedutíveis; no lucro presumido e no Simples Nacional a apuração segue outra lógica, e as despesas não entram da mesma forma. Em outros países a regra é outra ainda. Como os números desta página são o custo antes de qualquer efeito tributário, o seu custo depois do imposto tende a ser menor, e quanto menor depende da sua situação.
Que outros custos devo esperar?
Os mais comuns: uma tarifa de garantia quando o empréstimo tem aval ou fundo garantidor por trás, uma tarifa de manutenção ou de disponibilidade de limite, uma cobrança por cada saque numa linha rotativa, e uma multa por quitação antecipada se você liquidar o saldo antes do fim. No Brasil some a isso o IOF, que incide sobre a operação. Peça o quadro completo de tarifas por escrito antes de assinar e, se estiver considerando quitar antes, desconte as que se aplicarem da economia de juros.

Referências

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