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CalcMax

Calculadora de taxa de juros

Intervalo: 100 – 10.000.000

Intervalo: 1 – 1.000.000

Intervalo: 1 – 600

Resultado

6,771%

Taxa nominal anual (%)

Juros totais
268.000,00
Total pago
468.000,00

Uma calculadora de taxa de juros resolve a equação ao contrário. Quase toda página deste grupo começa com uma taxa e calcula uma parcela; esta começa com a parcela e calcula a taxa. Informe o valor emprestado, quanto você paga por mês e por quantos meses paga, e a página resolve a taxa anual que esses três números implicam, informando em seguida os juros totais. É a taxa à qual as parcelas, trazidas a valor presente, valem exatamente o valor liberado — nem mais, nem menos. Sobre 200.000 pagos em parcelas de 1.300 por mês durante trinta anos, essa taxa é de 6,771 por cento ao ano. Pague 1.199,10 por mês e ela é exatamente 6 por cento, porque 1.199,10 é a parcela que um empréstimo de 6 por cento desse tamanho e desse prazo exige. Duas coisas fazem esse número valer a pena ser entendido, e não apenas lido. A primeira é o que ele mede. A definição regulatória americana da taxa anual efetiva a descreve como uma medida do custo do crédito, expressa em taxa anual, que relaciona o valor e a época do valor recebido pelo consumidor com o valor e a época dos pagamentos feitos — que é exatamente a relação que esta página resolve, abordada pelo lado do pagamento. A segunda é que não existe campo de taxa no painel. Não há onde digitar o que alguém disse que a taxa era, então a resposta não tem como ser contaminada por isso: tudo no painel vem do fluxo de caixa que você informou. É isso que faz desta a maneira honesta de conferir um empréstimo. Se um credor anuncia 6 por cento e a parcela sobre 200.000 em trinta anos implica 7,4, então 7,4 é o que as parcelas de fato custam, e a diferença ou é uma tarifa embutida no saldo ou é um erro no anúncio. Vale saber das duas antes de assinar. Uma convenção precisa ficar clara: como a resposta é anualizada. O painel informa uma taxa anual nominal — a taxa mensal que o solucionador encontrou, multiplicada por doze. É a convenção que as divulgações de crédito usam, e é por isso que um empréstimo de 6 por cento imprime 6,000 em vez dos 6,168 que a capitalização produziria se os juros fossem deixados acumular. Uma segunda convenção é o cronograma. O solucionador pressupõe a mesma parcela todo mês durante todo o prazo, que é o empréstimo amortizado comum. Se o cronograma for outra coisa — um balão no fim, um período fixo seguido de outro maior, parcelas só de juros que depois viram principal —, então o número mensal é uma média de um cronograma que a página não modela, e a taxa informada descreve essa média, e não o empréstimo. Uma terceira convenção, e a mais importante para quem lê em português: esta página informa a taxa anual, não a mensal. No Brasil é costume falar de taxa mensal — um financiamento é anunciado como 1,5 por cento ao mês, e o valor que sai do bolso todo mês é calculado com esse número. O painel desta página faz o caminho inverso e entrega a taxa anual. Os dois números descrevem a mesma operação: 0,564242 por cento ao mês é 6,771 por cento ao ano pela conta que a página faz, e é esse par que aparece no primeiro exemplo. Se você pensa em taxa mensal, divida o resultado por doze — mas saiba que essa divisão só é exata porque a anualização aqui também foi uma multiplicação, e não uma capitalização. Se você já conhece a taxa e quer a parcela, a calculadora de empréstimo é a mesma relação rodada para a frente; se o empréstimo cobra tarifas, a calculadora de taxa anual efetiva recebe a tarifa como entrada e resolve a mesma equação com ela.

200.000 em 360 meses, a cinco parcelas mensais diferentes

Parcela mensalTaxa anualJuros totaisTotal pago
10004.387160000360000
1199.16231676431676
13006.771268000468000
15008.232340000540000
200011.627520000720000

O prazo é fixo em trinta anos em todas as linhas, então a tabela é uma única pergunta feita de cinco maneiras: o que uma dada parcela mensal implica? Leia as duas primeiras colunas juntas e a relação parece violenta — 300 a mais por mês, de 1.000 para 1.300, move a taxa em mais de dois pontos percentuais, de 4,387 para 6,771. Isso não é uma peculiaridade da tabela, e sim da equação: em prazos longos a parcela é dominada pelos juros, então uma pequena mudança no que você paga se traduz numa grande mudança na taxa que a justifica. As duas últimas colunas mostram por que vale a pena resolver a taxa. Toda linha devolve os mesmos 200.000, e a diferença entre a linha de cima e a de baixo são 360.000 de juros — mais que o próprio empréstimo. Se você está escolhendo entre ofertas, a parcela é o que você vai sentir todo mês e a taxa é quanto a diferença de fato vale; esta tabela é a conversão entre as duas, a um prazo e a um principal.

Fórmula

Valor emprestado = parcela mensal × [1 − (1 + taxa mensal)^(−número de meses)] ÷ taxa mensal Taxa anual = taxa mensal × 12

Valor emprestado
A soma liberada no início, que as parcelas têm de devolver exatamente ao longo do prazo — com um cronograma de parcelas iguais, esta equação tem uma e apenas uma taxa que a equilibra
Parcela mensal
O valor pago todo mês durante todo o prazo, principal e juros juntos. É o número que quase todo tomador conhece com certeza, e é por isso que resolver a partir dele é mais confiável do que resolver a partir de uma taxa anunciada
Número de meses
Quantas parcelas são pagas — o prazo do empréstimo em meses, de modo que trinta anos são 360. Multiplicado pela parcela, é também o total que sai da sua conta
Taxa mensal
A taxa por mês que faz as parcelas trazidas a valor presente igualarem o valor emprestado: a quantidade que a página resolve, e a única incógnita da equação acima
Taxa anual
A taxa mensal multiplicada por doze, que é a taxa anual nominal — a mesma anualização que uma divulgação de crédito faz, e não a taxa efetiva que você obteria capitalizando doze vezes

Use quando você conhece a parcela e não a taxa, que é a situação em que um tomador de fato se encontra. Os anúncios citam taxas, mas o número que chega na fatura todo mês é a parcela, e é a parcela que precisa caber no orçamento. Dois dos usos mais comuns são conferir um anúncio e comparar dois deles. Conferir: um credor diz 6 por cento sobre 200.000 em trinta anos, o que deveria dar 1.199,10 por mês; se o contrato diz 1.250, informe 1.250 e a página devolve 6,53 por cento, e a diferença passa a ser um número sobre o qual você pode perguntar, em vez de uma desconfiança. Comparar: duas ofertas com a mesma taxa anunciada mas parcelas diferentes não são a mesma oferta, e uma com taxa anunciada maior e parcela menor não é automaticamente pior — informe cada parcela e compare as taxas resolvidas, que é o único número que dá conta tanto da taxa quanto de tudo o mais que a parcela esteja carregando. Um terceiro uso é o que surpreende as pessoas: informar o valor que de fato caiu na conta, e não o valor do contrato. Se 200.000 são contratados mas 197.000 chegam depois de uma tarifa de originação, resolver sobre 197.000 com as mesmas parcelas devolve uma taxa que inclui a tarifa — que é o que a calculadora de taxa anual efetiva calcula pelo outro lado, e as duas devem concordar até a última casa. Vale o aviso de sempre: o resultado sai em taxa anual. No Brasil a conversa é em taxa mensal, e um número como 6,771 por cento ao ano pode parecer alto para quem está acostumado a ouvir 0,56 por cento ao mês, embora sejam a mesma coisa.

Exemplos resolvidos

  1. 200.000 devolvidos em parcelas de 1.300 por mês durante trinta anos

    1. As parcelas saem da conta: 1.300 × 360 = 468.000 devolvidos no total
    2. Os juros são a diferença: 468.000 − 200.000 = 268.000
    3. Taxa mensal: a taxa à qual 1.300 × [1 − (1 + i)^−360] ÷ i = 200.000, que é i = 0,564242% ao mês
    4. Taxa anual: 0,564242% × 12 = 6,771%

    O caso padrão. Vale ler dois números juntos: os 6,771 por cento que as parcelas implicam e os 468.000 que de fato saem da conta — mais que o dobro do valor emprestado. Os juros não são um acréscimo pequeno a um empréstimo grande; em um prazo de trinta anos e a esta taxa, eles são maiores que o principal. Repare também no que a página não mostra: se este empréstimo capitalizasse os juros em vez de amortizá-los, o custo anualizado seria 6,985 por cento e não 6,771, porque o painel anualiza a taxa mensal de forma linear. Para um empréstimo cujos juros são pagos em vez de acumulados, o número linear é o correto. Este é o número que o painel imprime como 6,771 por cento ao ano — dito em taxa mensal, 0,564242 por cento, que é como a conversa costuma acontecer no Brasil.

  2. O mesmo empréstimo a exatamente 6 por cento

    1. A parcela que um empréstimo de 6% exige: 200.000 × 0,005 × 1,005^360 ÷ (1,005^360 − 1) = 1.199,10 por mês
    2. Resolvendo essa parcela de volta: a taxa mensal é 0,5%
    3. Taxa anual: 0,5% × 12 = 6%, que é a taxa de onde partimos
    4. Total devolvido: 1.199,10 × 360 = 431.676, dos quais 231.676 são juros

    A ida e a volta, e a conferência útil: a parcela que um empréstimo de 6 por cento produz é a parcela que resolve de volta para 6 por cento. Os 36,30 por mês que separam este caso do anterior são 6,771 por cento contra 6 por cento — uma diferença de 0,771 de ponto percentual que custa 36.324 ao longo do prazo. Este também é o caso a usar quando um anúncio dá a taxa e você quer saber qual deveria ser a parcela antes de o contrato chegar.

  3. 100.000 em dois anos a 5.000 por mês

    1. As parcelas saem da conta: 5.000 × 24 = 120.000
    2. Os juros são a diferença: 120.000 − 100.000 = 20.000, ou um quinto do principal
    3. Taxa mensal: a taxa à qual 5.000 × [1 − (1 + i)^−24] ÷ i = 100.000, que é i = 1,51312% ao mês
    4. Taxa anual: 1,51312% × 12 = 18,157%

    Um prazo curto muda a aritmética de um jeito que o total esconde: 20.000 de juros sobre 100.000 parecem 20 por cento, mas são pagos ao longo de dois anos sobre um saldo que está caindo, então a taxa é de 18,157 por cento ao ano e não de 10. Quanto mais curto o prazo, menos do principal está em aberto na média, e é por isso que dobrar a taxa e cortar o prazo pela metade não se cancelam. A taxa mensal aqui é 1,513 por cento, e um cartão que cobra 1,5 por cento ao mês está cobrando quase exatamente isso — 1,5 por cento ao mês, dito como o Brasil costuma dizer, é 18 por cento ao ano na convenção linear desta página.

Limitações

Ela pressupõe uma taxa única para todo o prazo. Um empréstimo de taxa variável, um período fixo que depois se ajusta para outra taxa, ou uma taxa promocional seguida da real quebram essa premissa, e a taxa única informada aqui é uma média de um cronograma que a página não vê — útil para comparar e errada como descrição de qualquer mês específico. Ela pressupõe que a parcela é a mesma todo mês. Um pagamento balão, um período só de juros ou qualquer cronograma escalonado fazem do número mensal uma média sobre um formato que a página não modela, e a taxa resolvida será puxada para o que as primeiras parcelas eram. Ela não modela nenhuma tarifa. Tudo o que as parcelas carregam está dobrado na taxa resolvida, então se o valor liberado no contrato não for o valor que chegou na sua conta, a resposta não é nem a taxa contratada nem a taxa anual efetiva até você informar o principal certo — e, se informar o que chegou, a resposta é uma taxa que inclui as tarifas, que é a taxa anual efetiva por outro caminho. Isso tem um nome no Brasil, e é preciso dizê-lo: o CET, Custo Efetivo Total, é o número que a regulamentação brasileira exige que seja divulgado antes da contratação e que reúne juros, tarifas, tributos e seguros. Esta página não calcula o CET. Ela calcula uma taxa a partir de parcelas que você digita; se você digitar parcelas que incluem tarifas mas um principal que não as inclui, o resultado é uma taxa que não corresponde a nenhum dos dois conceitos. Para chegar perto do CET seria preciso o valor efetivamente liberado, todas as tarifas, os tributos e os seguros obrigatórios, e nada disso é campo desta página. Ela anualiza de forma linear, multiplicando a taxa mensal por doze, então o número impresso não é a taxa efetiva anual e será menor do que um número capitalizado à mesma taxa mensal; essa é a convenção das divulgações de crédito e não um erro, mas os dois números não são intercambiáveis. E há uma armadilha de leitura específica para quem lê em português: no Brasil a taxa de um financiamento é quase sempre dita ao mês — 1,5 por cento ao mês, 2 por cento ao mês —, enquanto esta página imprime ao ano. A conversão é dividir por doze, e ela é exata justamente porque a anualização daqui foi uma multiplicação e não uma capitalização. Confundir as duas não é um detalhe de vocabulário: 1,5 por cento ao ano é um décimo oitavo de 1,5 por cento ao mês, e o mesmo contrato lido nas duas unidades parece dois contratos diferentes. Ela pressupõe que as parcelas são pagas exatamente em dia e que nenhuma é atrasada ou antecipada, e ambas as coisas mudam o que o dinheiro de fato custou. Ela não resolve qualquer conjunto de entradas: se as parcelas forem pequenas demais para algum dia quitar o principal a qualquer taxa, ou se uma única parcela superar todo o principal, não existe taxa que equilibre a equação e a página informa um erro em vez de inventar uma. Por fim, ela informa uma taxa e não um veredicto: se a taxa é legal, justa ou melhor que a alternativa é uma pergunta sobre um mercado, não sobre aritmética.

Perguntas frequentes

Como descubro a taxa de juros a partir da parcela mensal?
A taxa é aquela à qual a parcela mensal, repetida por todo o prazo do empréstimo e trazida a valor presente, vale exatamente o valor emprestado. Não há como isolar a incógnita com álgebra comum — ela está dentro de uma potência —, então a equação tem de ser resolvida por tentativa e erro, que é o que esta página faz em algumas dezenas de iterações. É o mesmo cálculo que um credor faz para produzir a taxa anual efetiva, rodado pelo lado da parcela em vez do lado da taxa.
Por que não existe um campo para a taxa de juros?
Porque o ponto da página é deduzir a taxa a partir do que você de fato vai pagar. Se a taxa fosse uma entrada, a resposta seria um eco do que fosse digitado ali. Deixá-la de fora significa que o número no painel depende apenas das três coisas que você pode verificar — o que foi emprestado, o que sai da sua conta a cada mês e quantas vezes —, e essas são também as três coisas que um credor dificilmente pode contestar.
A resposta é a mesma coisa que a taxa anual efetiva (APR)?
É a mesma equação, e se os dois números coincidem depende de uma entrada. A taxa anual efetiva relaciona o valor efetivamente recebido com os pagamentos feitos, então ela contabiliza as tarifas; esta página relaciona o que você digitar como valor emprestado com os pagamentos. Digite o valor do contrato e você obtém a taxa contratada, porque as tarifas não estão na aritmética. Digite o valor que chegou na sua conta depois de descontadas as tarifas e você obtém a taxa anual efetiva, porque agora a tarifa está na aritmética. Mesmo cálculo, principal diferente.
Por que a taxa é menor que a que eu obteria capitalizando?
Porque o painel multiplica a taxa mensal por doze em vez de capitalizá-la. Um empréstimo resolvido a 6,771 por cento ao ano dá 0,564242 por cento ao mês, e doze dessas multiplicadas entre si chegam a 6,985 por cento — a diferença são os juros sobre os juros, que não surgem em um empréstimo amortizado porque o saldo está caindo em vez de acumular. Multiplicar a taxa do período pelo número de períodos no ano é a convenção que as divulgações de crédito usam para anualizar, então o número daqui coincide com o que uma divulgação imprimiria.
E se o empréstimo tiver um balão no fim ou meses só de juros?
Então uma única parcela mensal não o descreve, e a resposta é uma média em vez de uma taxa. O solucionador pressupõe a mesma parcela todo mês durante todo o prazo; um cronograma com um pagamento final grande ou uma sequência de meses só de juros tem outro formato, e forçá-lo dentro de um número mensal único produz uma taxa alta ou baixa demais, dependendo de quais parcelas você usou na média. Nesses empréstimos, peça a taxa anual efetiva, que é calculada a partir do cronograma real de pagamentos e não de uma média dele.
A página sempre consegue encontrar uma taxa?
Não, e ela diz isso em vez de chutar. Se as parcelas forem pequenas demais para quitar o principal ao longo do prazo a qualquer taxa concebível — 200.000 devolvidos em parcelas de 555 por mês durante trinta anos nunca quitam a dívida, qualquer que seja a taxa —, a equação não tem solução e a página informa um erro. O mesmo acontece no sentido oposto, quando uma única parcela supera todo o principal e o prazo é de um mês, e quando o número de parcelas não é um número inteiro positivo de meses. Nesses casos as entradas descrevem algo que não é um empréstimo, e nenhuma taxa faria delas uma coisa.

Referências

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